sábado, 2 de agosto de 2008







Caro amigo
Necessitarás de um pouco de imaginação

Antes de tudo imagine um lugar...
Um lugar como todos os outros...
Com pessoas...
Luzes...
Céu...
Estrelas...
Só que nesse lugar meu caro amigo...
As coisas são um pouco diferentes
São diferentes, pois fora eu, há um tempo atrás, que criei

Para este criar, apenas precisei de algumas palavras mágicas
Eu quero um lugar...

Eu quero um lugar onde as flores valham mais do que o dinheiro...
Onde as bandas toquem não por dinheiro
Mas sim por aplausos
Aplausos sinceros
Humildes e felizes

Nesse lugar as pessoas preferem a verdade do que a mentira
Os amores são eternos, e a vida é mais poética
Lá não existe sexo
As pessoas só se deitam nuas por amor...
Orgasmos são simplesmente fruto do amor entre dois corpos
Amor puro e sincero

Lá não existe lei, pois a pureza é a lei
Mas confesso que ninguém sabe o que é pureza
Pois não conhecem outra forma de vida
Vida e pureza são coisas tão intrínsecas que não podem ser separadas

O tempo não é contado por máquinas nem por calendários
Cada pessoa conta os seus próprios anos
Pelas coisas que viveram e sentiram
Viver por lá não é algo doloroso...
Não é algo complicado...
Nem se quer é algo

Nesse lugar não existe piscinas...
As pessoas nadam em lagos límpidos

Nesse lugar onde todos são livres
Não existe autoridade
Não existe o saber, nem mesmo a experiência
As roupas não são tão importantes assim...

As crianças não existem
Pois todos são eternas crianças
Ninguém deixou de acreditar que a vida é algo divertido
Ninguém tem medo de viver

Lá não existem viagens
Pois não existem lugares para ir
Pois nada é melhor do que os lugares que estão
Não existe mudança
E pela ausência de mudanças as promessas não são quebradas
As cabeças que as fazem nunca mudam
Mas pensando bem, acho que não existem promessas
Pois lá isso não é necessário

Não existe abstração
Não é possível imaginar nada mais belo do que é visto pelos olhos

A arte é intrínseca a vida
Não é necessário palco
Telas, ou cinemas...
A música é tocada pelo vento

Mas confesso meu amigo...
Que lá as pessoas choram
Pois elas não abriram mão desse ato tão belo
Só que não choram por desespero
Choram para botar para fora os belos sentimentos que tem dentro de cada uma delas
São lagrimas sinceras
São lagrimas de verdade

Ninguém precisa de carros
Não precisam de televisões
Não precisam de poesias que lhes façam sorrir
Lá eles vão vivendo... Vivendo... E assim vão vivendo

Ninguém sabe ler, pois não inventaram as letras
Pois as palavras jamais são esquecidas
Os momentos são eternos...
Todos eles...

Gostaria de ir para lá...
Mas não descobri o trem certo para pegar...
Quando penso nesse lugar e vejo nosso mundo...
Fico triste...
Fico triste por nada poder fazer...
Fico triste por fazer parte de toda essa crueldade que nos rodeia...

Aqui a flores valem dinheiro
As bandas precisam de fama e dinheiro
As mentiras acabam com os amores...
E nem tudo é poesia

As pessoas necessitam de sexo para aliviar seus instintos primitivos animais
Preferem orgasmos a amor... Orgasmos são simplesmente orgasmos
São como carreiras de cocaínas... tão banais quanto...
A felicidade está apenas em um comprimido de êxtase

Nesse mundo cheio de leis ninguém consegue explicar direito o que é pureza
Aqui o tempo destrói tudo
Ninguém pode ser criança por muito tempo

As pessoas precisam viajar para esquecer quão vazias são suas vidas
Escondem-se na velocidade de seus carros...
No brilho de suas roupas
No status de seus diplomas
Porém não fazem nem idéia do que de fato são...

Aqui as pessoas choram
De desespero
De raiva
Usam as lagrimas para enganar

A televisão mostra que a estupidez não tem limites
As leis mostra quão imbecis somos
Nossos diplomas demonstram a nossa falta de personalidade
As pessoas sonham em ficar ricas e famosas
Mas nem se dão conta que isso não pode ser chamado de sonhos...
Aqui existe uma cruel frase
A pessoa que quebrou, não foi a mesma que fez a promessa

Aqui existem as coisas mais cruéis
As mais doentias habitam nosso mundo
Ninguém mais sabe amar
Ninguém mais sabe viver
Ninguém mais tem honra
Venderam tudo...

Venderam os corpos para comprar roupas e jóias
Venderam as mentes para comprar seus carros e televisões
Mas o pior de tudo...
É que perderam a alma a troco de nada...

terça-feira, 25 de março de 2008

sim, eu não vi





Gostaria de saber o que te dizer

E para você vida !
Saber o que de você fazer!

Longínquos mundos

Cruel mediocridade
Incapaz, incapaz !

Levanta-te e seja o que não queres
Assuma o seu posto de inútil

Aceito, infelizmente !
Mas perdes!
O que guardo dentro deste coração!
Pensando bem;
Não perdes nada...
Perco eu, todo este eu dentro de mim

Eu que se vai...
As pegadas vão sem apagando
As paginas se esvaindo ao ar!

Se o triste barco,
Pelo velho rio desliza
Ninguém sabe, só eu sei...
Quem neste se sentou
Quem com este procurou
Pelo chão do velho rio...
Belas pedras
Belas eras...
Mas o rio balançou...
Muitas pedras por lá deixou,
Mas não somente as pedras
Com cada uma delas
Um pedaço de seu coração
Que pelo rio desceu em vão

Um grande cara
Por aqui morou
Muitas historia por aqui deixou
Me disse um dia que por aqui sonhou
Por esses céus voar livre
Por essas estrelas procurar
O verdadeiro sentido de aqui estar
O pobre coitado não tinha asas
Porém mesmo assim sonhava
E vivia a acreditar
Nesse lindo céu, um dia tocar

Por essa estrada eu quis partir
Para nunca mais ter de mentir
Mas uma pequena garota
Ensinou-me
As gostar de aqui estar
Disse-me para nunca mais chorar
Linda garota
Se um dia daqui partir
Não saberei mais para onde ir
Já me esqueci
O lugar
Que essa estrada vai dar

Cinco poetas sentaram por aqui
Fumaram cigarros, tragaram bebidas
Falaram sobre suas vidas
Pagaram em moedas
Nem me disseram adeus
Quatro deles nunca mais vi
O quinto ainda escreve
Ainda bebe por aqui
Não me fala sobre a vida
Mas disse que já está de partida
Para um terra que nunca viu,
Para um mundo que descobriu

Uma vez em uma simples esquina
Um Ângelo apareceu
Não mostrou da onde vinha
Nem porque apareceu
Disse coisas sobre o mundo...
Mostrou o braço machucado
O peito calejado
E relembrou de velhos irmãos
Nos pagou umas bebidas
Vasculhou as nossas mentes
Um desejo concedeu
Me pediu paciência
E um abraço me deu
No final daquela noite
Por uma esquina desceu
Nos deixando em silencio
Assim como apareceu

Ninguém mais grita
Ninguém mais ouve
Triste
Triste mundo é esse...
Esse mundo que estou

A um tempo atrás
Um bom amigo eu tinha
Um artista de verdade
De um jeito diferente
Punha-se a viver
Sabedoria muito tinha,
De tudo um pouco sabia...
Manejava cordas metálicas
Assim como assassinos suas navalhas
Sabia onde com essas cortar
Mas também
Onde com essas acariciar...
Sofria nesse mundo frio
Nesse mundo sem coração
Sofria por ser bom demais
Por não mentir jamais...
Mas um dia
Uma pena
Não mais um cigarro pode me oferecer
Pegou a sua viola
Por esse mundo desapareceu
Culpa minha eu confesso
Mas gostaria de saber
Por onde ele se meteu

Mas é assim porem a vida
Cada fato uma explicação
Ninguém sabe de onde veio
E nem pra onde vão!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007






pelas ruas, pelas noites... pelos lapsos de insanidade
sem sentido e sem luz, sem vontade de querer
corpo jogado a uma existencia
simples manifesto da naturezao
sentido buscava em nada
pois sem sentido achava que deveria ser
arte só nos livros, só nos discos e na tv
livros mofados historias velhas
historias tristes e sem finais
livros de capas antigas
de escritas melancolicas... na tv as mesmas coisas
estas que um pouco o distraia ...e nos discos sentimentos sem sentidos... poesias sem palavras
dores sem gemido
por ai ia com seu cigarro
sem na vida acreditar
so acreditava no proximo instante ,
pois alem disso naum desejava passar
renunciara a si proprio... para nunca mais ser
o mesmo
naum chorava, mas tremia
ambos por uma cruel ausencia de humaninade...
cruel ausencia de um coração ...
mas uma leve chuva veio...
aos pouco a gota a gota despercebida sua camiseta de cor negra ensopou
chuva caprichosa que alagou as suas veias
o vento levou embora o niilismo de seu peito
levou embora a realidade,
e para o sonhos o levou
oji continuas pelas ruas...
pelos lapsos de sanidade... com sentido e iluminado,
o sentido não eh mais necessario pois em tudo agora está
..... continua...

Leo Vituri

quinta-feira, 30 de agosto de 2007




onde está a poesia, onde enfiaram a arte ? pois será que venderão seus corações ? nem mais para lágrimas temos água... nem mais para um suspiro poético temos ar... nem mais pra belos atos temos vida... perdemos a cor ? ou estamos perdendo a vida ?

qual é o sentido da respiração sem música? de amores sem romance ? passos sem poesia ? vidas sem expressão, ó crime ! crime este que já serve como puniçao...
quero os sorrisos,
a pureza de uma bailarina...
quero pulos de alegria e filmes a cores
cores impressionistas de um pincel
cigarros acessos de um filme francês
amizades de um seriado norte americano
quero um café com o amigo
um filmes com o irmão
bebedeiras com o companheiro
o cinema com meu amor
um almoço com minha mãe
uma viagem com meu pai...
só queria a vida assim como ela é...


que a banda não cesse a musica
que o coração não cesse os amores
que a ultima pagina não chegue
que essa não seja lida, nem queimada em seguida
que as lembranças se apaguem

ó belas lembranças
digo de novo
muito belas
tão belas que não consigo relembrá-las sem a vergonha
a vergonha do presente já sem cor
do vento sem aroma
da vida sem amor...

aquele dia
aquela noite
aquele café
saudade de tudo até do oji
até do nunca
se vão os cineastas

chegam os mercadores
morrem os poeta
se de alguma forma nada muda
insatisfação estúpida
tristeza estúpida
felicidade inconstante
não sei mais oq dizer

pq dizer ,
nem como dizer
cansado de nada
cadê aquela musica não mais tocada ?

aquele lábio não mais beijado ?

os perfis sem entrelaçam em um arame infinito
quanto mais o tempo passa
mais é difícil me livrar desses grilhões
as notas passam passam passa
mas almas aparecem a noite
no mundo dos sonhos
no mundo da imensidão
os gritos se vão com o vento e voltam sabe lá como...

as lagrimas que fogem parecem estas ser o remédio
estas que perdi em algum vagão

a caminho daqui ..
vendi o sorriso na estação
vendi a infância para aqui chegar
vendi a um homem de barba castanha
que sumiu na multidão
atrás dele corri, mas não o achei

os amores fui vendendo, a força ou não
para comprar algum abrigo
ou para dar pra algum irmão...
os amigos foram descendo, novos foram subindo
mas os novos não me fazem esquecer os que se foram
vi crianças paradas me olhando, inocentes
pobres rostos que mal sabem que infelizmente um dia... serão como eu ...
vi flores, rios, e céus
céus distintos, cada um com sua cor
mas cada quilometro que eu passava
mais escasso ficava o amor...ai vendi minha alegria,
só guardei os sonhos para que eu não durmisse só nas noites frias
conservei os sonhos para sozinho não andar pelas ruas

vendi o resto que tinha para o meus bolsos encher
para que quando algo que importasse passasse
eu pudesse ter
mas nada vi que importasse de fato
quis chorar por tudo que vendi e do meu bolso tudo sumiu
estou nu , cheio de marcas
que mostram sobre a minha longa viagem ...
longa viagem... talvez isso de fato defina tudo
longa
muito longa
viagem...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007






OS MANEQUINS DE MUNIQUE

A perfeição é horrível, ela não pode ter filhos.
Fria como o hálito da neve, ela tapa o útero
Onde os teixos inflam como hidras,
A árvore da vida e a árvore da vida.
Desprendendo suas luas, mês após mês,
sem nenhum objetivo.
O jorro de sangue é o jorro do amor,
O sacrifício absoluto.
Quer dizer: mais nenhum ídolo, só eu
Eu e você.
Assim, com sua beleza sulfúrica, com seus
sorrisos
Esses manequins se inclinam esta noite
Em Munique, necrotério entre Roma e Paris,
Nus e carecas em seus casacos de pele,
Pirulitos de laranja com hastes de prata
Insuportáveis, sem cérebro.
A neve pinga seus pedaços de escuridão.
Ninguém por perto. Nos hotéis
Mãos vão abrir portas e deixar
Sapatos no chão para uma mão de graxa
Onde dedos largos vão entrar amanhã.
Ah, essas domésticas janelas,
As rendinhas de bebê, as folhas verdes de confeito,
Os alemães dormindo, espessos, no seu insondável desprezo.
E nos ganchos, os telefones pretos
Cintilando
Cintilando e digerindo
A mudez. A neve não tem voz.

Sylvia Plath


quarta-feira, 15 de agosto de 2007











































Até logo, até logo, companheiro,
Guardo-te no meu peito e te asseguro:
O nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro no futuro.


Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.


Serguei Iessiênin

domingo, 11 de março de 2007

































































na verdade querido irmão

eles nunca nos disseram oq fazer

como fazer

pq fazer

eles nunca nos disseram o certo

mostraram o caminho

nos levaram a lugar algum

não nos disseram como ser feliz


como amar

criar amigos


e muito menos como ser algo
tudo oque ouvimos, é somente,
proveniente de nós mesmos
e nada mais...


não saberemos o certo
não sentiremos
não veremos o belo

tu es oque sentes ser
tu vives oq sentes estar
vivendo
se nunca sentiu ser amado
se resume ao fato de nunca ter sido
e se nunca se sentiu um ser que ama

eh como se nunca tivesse amado
se procuras por amor
sentes-se um andarilho

andarilho por dentro ti mesmo

nada eh proveniente senão d
e sua propria fonte
nada eh criado fora de ti
nada pulsa em outros corações se a teus timpanos não tocam
eh cruel pensar que tudo isto é ilusão
cruel pensar que tudo eh vão
como a arte de um ser

um belo, passageiro poder
de querer tornar o mundo externo

um analogo mundo de seu universo interno

o individualismo é uma das chaves
pra tornar seu mundo melhor habitavel

mas como toda poderosa arma


se mal usada
pode levar a aniquiulação de seu proprio mundo

quem eu sou ?
eu sou quem eu ouvi de mim mesmo
  • foi oq eu disse a mim
  • foi oq eu mesmo me convenci
  • não passo de uma criação
  • uma representação de um mundo externo
  • o qual naum temos acesso...

pois oq existe fora de nos, não existe
por isso nunca nos disseram quem somos... então a resposta a questão " quem somos"
no exato momento de agora...
para mim eh
"somos quem... um dia ouvimos de nos mesmos" somos eu crianças muito somos nos seres que creem na beleza inexistente no amor irreal no florido mundo interno que muito me habita muito eh dificil isso mas somos muito eu, seres que sonham sonham seres para ser
ser seres para ter
e ter para ser seres, que antes sonhamos ser
seres que riem do nosso proprio peito que oji eh incapaz de amar peito que oji ama demais... peito que oji jamais amou...
jamais amou alguem que nunca amou...
e ama com todas as forças alguem que jamais amará
o sentido...
entre um cigarro e outro...
um beijo e um abraço...
entre um copo e um sorriso...
entre um filme e a flor rosa quem sempre sonhei em te dar
a flor pulcra q eh seu corpo que tanto quero amar corpo odiado e representado em uma quadro de um drogado qualquer ou corpo comcebido em um parto sem razão... entre um crime feito, que nunca obteve perdão o sentido não esta antes, nem depois de tudo isso esta entre tudo isso e muito mais
jogado como partes assim como as estrelas estão jogadas no universo
mas infinitamente impossivel de junta-las para que o sentido se desembaralhe e se torne algo visivel se torne algo sensivel ao nosso limitado ser... beijos e abraços irmão... boa pascoa e ano novo ...
e boas festas de são joão...